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Inteligência de expansão: o crescimento em meio à pandemia

 

Expandir, ampliar, crescer. Sejam PME’s, grandes empresas ou multinacionais, a expansão se torna um caminho natural aos negócios. Porém, a chegada da pandemia de COVID-19 impactou definitivamente todas as esferas mercadológicas e postergou muitos planos de crescimento.  

Segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até julho deste ano, 1,3 milhão empresas brasileiras suspenderam ou encerraram suas atividades até a primeira metade de junho. Do montante, mais de 500 mil alegaram que a pandemia afetou suas atividades de forma irreversívelDe cada 10 empresas, 4 foram afetadas. No entanto, o que para muitos foi um entrave, para outros pode ser revertido em boas oportunidades de expansão. 

Engana-se quem pensa que um plano de expansão deve ser elaborado apenas quando chega o momento em que o crescimento é evidente e o empresário já não consegue mais ‘dar conta’ de atender seus clientes. Dar o próximo passo compreende fatores que estão além da simples” implantação de uma filial ou da oferta de novos produtos. O objetivo de expandir precisa estar no plano inicialdesde a concepção do posicionamento da marca, para que, desta forma, exista clareza e o objetivo da expansão esteja intrínseco na empresa.   

Antes de pensar no microambiente, é necessário que o empresário dê um passo atrás e pense em uma estratégia macro, que englobe o todo do seu negócioNeste ponto, há uma série de fatores que precisam ser considerados e que guiarão os caminhos da expansão. Perguntas simples como “onde eu quero estar?”, “que público quero atingir?”, “quem a minha empresa quer ser?”, podem vão direcionar o percurso que deverá ser seguido para o êxito do empreendimento”, diz Luiz Bispo, gerente sênior da Cosin Consulting. “Além desses fatores relacionados à identidade da empresa, é necessário que exista o olhar para fora também. Neste ponto, é indispensável analisar o potencial de consumo do mercado, identificar quem são seus concorrentes e a forma como estão posicionados no mercado”, completa.  

O inegável impacto catastrófico do COVID-19 nas diversas esferas mundiais também está sendo responsável pelo surgimento de novos macroambientesO setor imobiliário, por exemplo, é um dos setores que mais tem sentido os fortes abalos da economia. No entanto, o fechamento de milhares de pontos comerciais abriu inúmeras janelas de oportunidades para empresários que buscavam o melhor momento para expandir seus pontos comerciais. Com negociações e valores atrativos, o processo de implantação de novas filiais se tornou possível, abrindo frentes para a retomada dos negócios no futuro.  

Vislumbrando a expansão de seus negócios, é muito comum também que as empresas recorram à ferramentas e plataformas de dados para obter informações sobre os diversos elementos envolvidos no processoOs softwares são instrumentos excepcionais para quem deseja entender mais do seu micro e do seu macro ambientesNo entanto, estas ferramentas são apenas um meio para correlacionar e otimizar a análise dos dados, sendo fundamental investir na contratação de profissionais capacitados que compreendam o escopo das variáveis a serem analisadas para o negócio e que consigam estratificar os resultados da análise para elaboração da estratégiaNão há como dissociar o fator humano da tecnologia.  

Ao integrar inteligência de dados e operações, há um melhor aproveitamento estratégico de informações. Além disso, a união entre o conhecimento empírico e o técnico beneficia as empresas de forma a melhorar a leitura do comportamento de seus clientes.  

Outro ponto de destaque é a importância do uso das informações de CRM. É através da gestão destes dados que o empresário poderá entender muito melhor o perfil dos seus consumidores. Do produto adquirido ao porquê da compra ter sido feita naquela loja em específico, a captação, gestão e análise destes dados impacta diretamente os planos de expansãoCom este tipo de informação complementar, o empresário consegue ir além de uma visão potencial do mercado e ter visibilidade do comportamento real do consumidor frente a sua marca, direcionando novas estratégias e oportunidades no processo de expansão. 

“A pandemia mudou o comportamento dos consumidores e ainda existem muitas dúvidas sobre quais destes novos hábitos continuarão e quais serão esquecidos. No entanto, ao unirmos ferramentas, inteligência e gestão adequada de informações, é possível entendermos quais os comportamentos em cada momento. Assim, uma marca consegue se manter próxima de seus clientes, entregando a eles o serviço do qual precisam, onde precisam, e de uma forma mais “personalizada”, mais pessoal”, finaliza Caroline Varago, consultora da Cosin Consulting.  

 

 

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