Revolução Digital

Qual seria a sua reação ao se deparar com os valores estimados de mercado do Uber e Airbnb que são correspondentemente US$ 51 e 26 bilhões?
Algumas pessoas podem dizer que se trata de outra bolha especulativa, assim como aconteceu no final da década de 90, e que essas empresas não podem valer mais do que empresas tradicionais. Outras irão afirmar que são retratos de uma nova economia, capazes de remodelar segmentos de atividade, transformando completamente a regra do jogo.

Para auxiliar no entendimento dessa questão, nós da Cosin iremos avaliar o mercado Uber.

Muitos conhecem o aplicativo para agendamento de transporte de passageiros. No entanto, o que nem todos sabem é o seu potencial como solução de transporte urbano como um todo, incluindo entregas a domicilio.

Entre uma corrida e outra, um motorista Uber pode fazer entregas, de acordo com a sua rota. Nesse modelo, a empresa passa a concorrer no mercado dominado por empresas como UPS, Fedex, Correios, com a vantagem de garantir maior capilaridade sem investimento em ativos.

É um mercado de muitos bilhões de dólares, só nos EUA. E se considerarmos os 43 países em que o Uber está presente, esse valor se torna exponencial. Indiscutivelmente, o céu é o limite para a empresa que nasceu em 2009.
É fato que estamos cada vez mais digitais e as soluções estão indiscutivelmente cada vez mais inteligentes. Whatsapp, Facebook e Linkedin são aplicativos presentes no nosso dia-a-dia para comunicação e relacionamento. Além disso, pessoas que dirigem em grandes centros urbanos sabem do valor do Waze. Spotify e Music estão novamente reinventando a indústria de música.

Estamos certos de que a revolução digital, que já está ocorrendo agora, está alterando o comportamento de clientes, relações de trabalho, processos, modelos de negócio, e que provavelmente irá alterar o seu segmento. Isso tudo justifica a criação de empresas e modelos de negócio tão relevantes em tão curto tempo.

O mercado está acostumado com o conceito tradicional de empresas que possuem modelos operacionais, processos, sistemas e pessoas, compram insumos e serviços de fornecedores e vendem produtos e serviços para clientes. A lógica para o mundo Digital muda um pouco. A empresa passa a desenvolver inteligência, a partir de análises automatizadas por algoritmos com base em milhares de informações coletadas.

A interatividade, fruto da inteligência produzida, apresentada por meio de plataformas móveis é um dos grandes segredos desse modelo de sucesso. No entanto, a comunidade, da mesma forma, tem importante papel, uma vez que irá produzir serviços, produtos ou novas informações que colaboram com criação de inteligência e experiência – que alimentam o modelo continuamente.

Ou seja, o modelo promove fronteiras menos delimitadas, a empresa não depende apenas de si para produzir serviços, o que gera uma experiência diferenciada e interativa, pois depende também da comunidade.
Além dos pontos já destacados, para nós da Cosin, é essencial que nesse modelo exista uma relação de “ganha – ganha” entre todos. O modelo conceitual, que explicamos a seguir, explora a visão sobre estas interações neste novo mundo Digital.

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• Inteligência: algoritmos e análises produzidas pela área de inteligência da empresa, com base no processamento de grande volume de informações (big data) adquiridas por aplicativos (internet de todas as coisas). Tudo com o objetivo de otimizar, prever, direcionar decisões e personalizar.
• Experiência: mobilidade, mídias sociais, usabilidade, marca e conteúdo capazes de tornar a experiência relevante ao público, ao momento e à plataforma.
• Comunidade: modelo de negócio em que a comunidade passa a ser parte e não apenas consumidor ou fornecedor. Existe uma relação de ganha – ganha, pelo fornecimento de conteúdo mútuo.
O conceito de Digital é aplicado a inovações disruptivas (desenvolvimento de novos negócios), evoluções de modelos de negócio (evolução dos negócios atuais para combinação das plataformas atuais às digitais) e, até mesmo, a inovações incrementais (otimização de processos existentes utilizando plataformas digitais).

No âmbito inovações disruptivas, novos modelos de negócio serão criados para as indústrias tradicionais. Vamos utilizar o segmento de pós-graduação como exemplo.

Uma escola define uma grade curricular para um determinado curso, contrata e desenvolve corpo docente, captura alunos e presta o serviço correspondente. Em um mundo digital, é possível desenvolver inteligência para definição de grades de treinamento personalizadas ao aluno, tudo de acordo com o seu histórico de cursos e notas, rankings, informações de mercado de trabalho, perfil de carreira de profissionais e remuneração.

É fácil imaginar uma experiência de aprendizado diferenciada utilizando mobilidade, aulas particulares, cursos em sala de aula, viagens ao exterior e treinamentos em empresas. Tudo isso suportado por uma comunidade aberta de professores autônomos, empresas, escolas, editoras e outros.

É incontestável que, à medida que um produto ou serviço ganha relevância na comunidade, acaba gerando um modelo de negócio de sucesso, difícil de ser copiado por concorrentes. Podemos, então, estabelecer uma analogia desse modelo com diversos segmentos, tais como consultoria, serviços médicos, advocacia, e muitos outros.

Já do ponto de vista de evolução de modelos, utilizando o mesmo exemplo do segmento de educação, escolas já estão viabilizado modelos de cursos blended entre EAD, cursos presenciais, utilização de recursos computacionais em sala de aula, que favoreçam o aprendizado do aluno, misturando os processos tradicionais com processo on-line usando o melhor dos dois mundos.

No caso do segmento de educação a captura de novos alunos pode ser feita via internet, redes sociais, misturando conteúdo da escola, revisões de alunos, informações de comportamentos de usuários em múltiplas plataformas, otimizados por algoritmos inteligentes e tornando os processos digitais.

Uma das questões essenciais do modelo de Digital é a relevância que você ou sua organização assumem na comunidade. É claro que, quem sai antes e começa a criar relevância mais rapidamente usualmente estabelece uma vantagem perante os demais, ou até mesmo uma barreira de entrada quase intransponível.

Ademais, além de o Digital ser uma realidade, ele já está rodando a uma velocidade de Gigabit. Melhor acelerar.
Conte com nossa experiência e profissionalismo para enfrentar esse novo desafio.