Reflexões

Como transformar gestão da demanda de TI em alavanca para o negócio

No atual contexto mercadológico competitivo e dinâmico, as empresas procuram se reinventar a todo instante. Trabalhar com processos eficientes, movimentos estratégicos ágeis e decisões acertadas, são pilares exigidos dos principais executivos das empresas que querem e precisam estar no topo do ranking das melhores de seu segmento.

Não obstante a esse contexto, a área de TI (Tecnologia da Informação) tem um importante papel no sucesso para a superação dos desafios corporativos e sua representatividade no mercado mundial vem crescendo a passos largos. Segundo projeção de janeiro de 2015 divulgada pelo Gartner, o investimento mundial em TI deve chegar a US$ 3,8 trilhões em 2015, apresentando crescimento de 2,4% em comparação à 2014. Nessa corrida em busca do uso da tecnologia para alavancar o business, dispositivos móveis e softwares corporativos lideram os investimentos. Mesmo com o aumento da taxa de juros e a expectativa de inflação em mais de 6,0% para este ano, o Brasil se destaca acima dos patamares mundiais, apontando crescimento de aproximadamente 5%, ou seja, mais de R$ 100 bilhões de investimento em TI para 2015.

Nesse momento de expansão tecnológica mundial, assertividade nos investimentos de TI, tornam-se uma importante ferramenta na busca da diferenciação e crescimento.   Estruturar e implementar a tecnologia de forma efetiva a favor do Negócio, tem sido uma questão bastante desafiadora. Viabilizar planos vencedores de Marketing respaldados por processos e tecnologia eficazes, operacionalizar requisitos regulatórios ou implementar inovações estratégicas, passam pela necessidade de estruturar um modelo de trabalho em TI que responda rapidamente a esse complexo e dinâmico jogo de xadrez mercadológico. Ou seja, o caminho feliz pode estar no sucesso em implantar uma eficaz estrutura de governança de gestão das demandas de TI, que de forma direta tenta endereçar questões como por exemplo:

  • Criar os mecanismos necessários para que os requisitos de Negócio sejam suficientemente entendidos por TI.
  • Garantir investimentos alinhados ao planejamento estratégico.
  • Definir as regras para priorização, dimensionamento das demandas e análise do ROI (Return on Investment ou retorno sobre o investimento).
  • Estruturar o modelo de trabalho, políticas, alçadas e regras para o comitê de aprovação.
  • Estabelecer e implantar métricas e SLAs (Service Level Agreement ou acordo de nível de serviço) acordadas entre Negócio e TI.
  • Implementar mecanismos para controlar e reduzir os riscos.
  • Dimensionar a capacidade e expertise interna da TI e de seus parceiros, para atender as demandas e trabalhar nos gaps.
  • Definir os marcos que garantam que TI esteja executando o projeto em conformidade com a necessidade do business.

Para suportar esse novo modelo, a organização deve trabalhar de forma integrada e aderente ao core da empresa, com papéis e responsabilidades claramente estruturados, planos de comunicação abrangentes, mecanismos de controle de desempenho e patrocínio efetivo da alta direção. Esse ferramental sincronizado, pode funcionar como alavanca para a geração de maior e melhor resultado. “A transformação continua a ser um fenômeno importante para todos os setores. Muitos enfrentarão grandes desafios em 2014 e nos anos seguintes, e não terão outra escolha a não ser mudar radicalmente seus modelos de negócio estabelecidos”, afirma Val Sribar, vice-presidente do Gartner, no relatório Top Industries Predicts.  

Nós da Cosin Consulting temos trabalhado na estruturação e implantação de governança corporativa nos últimos anos e destacamos alguns dos principais benefícios detectados por seus clientes no resultado dos projetos:  

  • Maior foco nas demandas relevantes para o business.
  • Alinhamento de TI com as diretrizes do Negócio.
  • Redução de conflitos entre as áreas de Negócio e TI, a partir de regras claras e trabalho conjunto.
  • Redução de investimentos em projetos com menor retorno.
  • Maior eficiência no modelo de trabalho, com entregas em menor tempo.
  • Processo operacional e de tomada de decisão mais dinâmico e sensível às mudanças das expectativas do Negócio.
  • Capacitação do time de TI mais compatível com as necessidades da estratégia corporativa.

O primeiro passo começa com a decisão em rever os conceitos atuais para criar uma nova realidade tecnológica corporativa. Já dizia Confúcio, o pensador filósofo chinês há 551 a.C., “Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer.”